E em mais uma daquelas conversas descontraídas, entre uma coisa e outra,
ele bem que tentava mostrar o tanto que gostava da moça.
E ela como sempre tão distraída, parecia nem perceber o esforço do moço.
Moça e moço ali, frente a frente, olhos nos olhos... ou presos na janela do computador.
O que não mudava muito, afinal, pra ele, pelo menos ali conseguia ser mais direto.
O que também não mudava muito, afinal, pra ela, assim acabava sempre sendo mais fácil fugir.
Sim, ela foge. Ou finge... Não sei. Quem conhece bem a moça, sabe que não é por maldade, apenas uma forma de proteção. E ele, sem perceber, ou fingindo que não percebe, vai entrando na vida da moça, hora ou outra com um jeitinho novo, uma maneira diferente de manifestar. “Sossega moço, sossega moço.” – pensa ela. Mas o moço não sossega.
...Ainda bem!
(Pâmela F.)

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