O que é verdadeiro, permanece.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sossega moço...


E em mais uma daquelas conversas descontraídas, entre uma coisa e outra, 
ele bem que tentava mostrar o tanto que gostava da moça.                                                 
E ela como sempre tão distraída, parecia nem perceber o esforço do moço.
Moça e moço ali, frente a frente,  olhos nos olhos... ou presos na janela do computador.             
O que não mudava muito, afinal, pra ele, pelo menos ali conseguia ser mais direto.                      
O que também não mudava muito, afinal, pra ela, assim acabava sempre sendo mais fácil fugir. 
                                                            
Sim, ela foge. Ou finge... Não sei. Quem conhece bem a moça, sabe que não é por maldade, apenas uma forma de proteção. E ele, sem perceber, ou fingindo que não percebe, vai entrando na vida da moça, hora ou outra com um jeitinho novo, uma maneira diferente de manifestar. “Sossega moço, sossega moço.” – pensa ela. Mas o moço não sossega.
...Ainda bem!

(Pâmela F.)

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