Essa semana ouvi três vezes que sou complicada.
Justo eu que sempre me achei tão simples!
Na verdade, na verdade, nem tanto assim...
Mas depende aos olhos de quem.
Se souber me ver, me decifrar, quase sempre estou ali,
nítida, exposta, como cartaz em dia de seminário, basta querer ler.
O problema é que a maioria passa reto e depois quer explicação gratuita.
E o fato de não gostar do que leu não quer dizer que não me entenda.
Tá certo, eu como confete de chocolate escolhendo pela cor, não gosto de
abrir embalagens pelo lado errado e telefones tocando sem ninguém atender me afligem. Mas isso, e mto mais que não lembro agora, me passariam mais por louca do que por complicada, acho eu.
Quando o assunto é coração, admito, acabo me complicando mesmo, mas juro que não é intencional. Como li por ai, tem coisas que não são defeitos nem qualidades, são só jeito da gente ser. E eu sou assim. Queria e adoro me apaixonar, acho lindo o amor, mas vivo correndo disso.
Conscientemente, inconscientemente... a realidade é que vira e mexe me pego em fuga. Fujo mesmo, e pelos mais variados motivos... falta de interesse, excesso de dúvida, receio de não gostar, ou até medo de gostar demais.
E não me preocupo não, possuo um lado 'eterna criança' que traz consigo uma lição que vem lá da infância ainda, daquelas brincadeiras de pega-pega:
Por mais que vc corra muito, uma hora sempre aparece alguém que te alcança!
(Pâmela F.)

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